top of page

Como funciona a divisão de uma herança: etapas, regras e cuidados essenciais para um inventário ágil

  • Foto do escritor: Denis Bitencorte
    Denis Bitencorte
  • 12 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 18 de dez. de 2025

A divisão de uma herança é um processo que exige atenção jurídica, organização documental e entendimento claro das etapas legais que compõem o inventário.



Quando iniciado de forma incorreta ou sem orientação técnica, o procedimento pode se prolongar, gerar conflitos e comprometer a preservação do patrimônio familiar. Este guia apresenta, de maneira objetiva, como funciona o fluxo sucessório, quais bens integram a herança e quais passos são necessários para que a partilha seja concluída com segurança.



O que é a herança e que compõe o acervo sucessório


O que efetivamente entra na herança

A herança é o conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo falecido.

Geralmente integram o acervo:

  • Imóveis e terrenos;

  • Saldo em contas bancárias e investimentos;

  • Veículos, móveis e outros bens materiais;

  • Quotas ou ações de empresas;

  • Direitos creditórios;

  • Obrigações e dívidas existentes até o óbito.



Meação x Herança: qual é a diferença?

Um ponto que costuma gerar dúvidas é a distinção entre meação e herança.

  • Meação: corresponde ao que já pertence ao cônjuge sobrevivente em razão do regime de bens. Não integra a herança.


  • Herança: corresponde apenas ao patrimônio do falecido após a separação da meação, quando existente.


Compreender essa diferença é essencial para definir corretamente o acervo e evitar discussões futuras.



Etapas do procedimento


1) Início do processo: abertura do inventário

A abertura do inventário é obrigatória e deve ocorrer em até 60 dias após o falecimento para evitar multa. Existem duas modalidades:


Inventário Extrajudicial

Realizado em cartório, é a via mais rápida e eficiente quando:

  • Todos os herdeiros são maiores e capazes;

  • Há consenso sobre a partilha dos bens, com ou sem testamento;

  • Mesmo sendo mais simples, exige obrigatoriamente acompanhamento de advogado.


Inventário Judicial

Necessário quando:

  • Há herdeiros menores ou incapazes;

  • Não existe testamento ou há testamento com discordância sobre o disposto nele;

  • O patrimônio apresenta complexidade que demanda intervenção judicial.

O processo geralmente é mais demorado, mas garante segurança jurídica para casos sensíveis.


2) Levantamento de documentos e avaliação dos bens

Esta fase é determinante para o andamento eficiente do inventário. Inclui:

  • Certidões pessoais dos herdeiros;

  • Documentação completa dos bens;

  • Avaliações de imóveis e veículos;

  • Extratos bancários e laudos de investimentos;

  • Certidões negativas;

  • Apuração de dívidas e obrigações pendentes.

A organização evita atrasos, exigências e retrabalhos.


3) Cálculos, tributos e definição das quotas

Após a identificação do patrimônio, realiza-se:

  • Cálculo do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação);

  • Verificação da meação;

  • Definição da parte de cada herdeiro conforme ordem sucessória;

  • Análise de eventuais renúncias ou cessões de direitos.

A correta apuração tributária e patrimonial previne impugnações e garante segurança fiscal.


4) Formalização da partilha

Concluída a fase de cálculos e após aprovação judicial ou lavratura em cartório, a partilha é consolidada. Esse documento estabelece a quem caberá cada bem ou valor, permitindo:

  • Transferência de imóveis;

  • Transferência de veículos;

  • Liberação de valores bancários;

  • Regularização do patrimônio em nome dos herdeiros.

A partilha finaliza a sucessão e permite que cada herdeiro assuma a administração de seus bens.

Orientações práticas para agilizar a divisão da herança

  • Organizar documentos com antecedência;

  • Buscar orientação jurídica desde o início;

  • Verificar a existência de testamentos ou disposições prévias;

  • Avaliar a possibilidade de inventário extrajudicial;

  • Evitar decisões precipitadas sem análise técnica;

  • Priorizar o consenso familiar sempre que possível.



Conclusão

A divisão da herança deve seguir um fluxo sucessório claro, técnico e pautado pela prevenção de conflitos. Uma atuação jurídica especializada assegura que o processo seja conduzido com previsibilidade, respeito às normas e maior celeridade.






Comentários


ADVOGADO DENIS BITENCORTE - Logotipo Vertical Claro_edited.png

Celular/WhatsApp: (51) 99778.3330

Canoas, RS

  • Instagram
  • LinkedIn
  • Whatsapp
  • Youtube
  • Ícone do Facebook Branco

Receba minha newsletter mensal

© 2025 por Denis Bitencorte. Todos os direitos reservados.

bottom of page